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Date :  2003-01-21
Language :  Portuguese
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Acesso universal à escola custaria US$ 11 bilhões

Zerar o número de crianças que estão fora da escola no planeta custaria US$ 11 bilhões. O indiano Kailash Satyarthi, um dos mais eminentes ativistas dos direitos da infância, propõe que esses recursos saiam dos cofres dos países ricos. Ele defendeu essa idéia no 2º Fórum Mundial de Educação, que se encerra hoje em Porto Alegre.

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Responsável pela principal conferência de ontem no 2º Fórum Mundial de Educação, em Porto Alegre, Satyarthi afirmou que os países industrializados contribuem atualmente com apenas R$ 800 milhões para a educação em países em desenvolvimento. «Se eles multiplicassem sua contribuição por sete, já teríamos o mínimo para resolver o problema. É preciso destacar, porém, que os US$ 11 bilhões, que foram calculados pelo Banco Mundial, não significam quase nada para os países industrializados. Essa é a despesa militar do mundo em apenas quatro dias. Representa 20% do que os europeus gastam com sorvete », disse no final da manhã de ontem, depois de encerrada a conferência.

O indiano é fundador-presidente da Marcha Global Contra o Trabalho Infantil, tido como o maior movimento da sociedade civil, englobando mais de duas mil entidades e organizações não-governamentais em 140 países. Ele também preside a Campanha Global pela Educação, principal rede mundial de educadores. Com essas credenciais, criticou duramente os países ricos em sua conferência, acusando-os de deliberadamente deixar fora da escola as crianças das nações pobres. “Os líderes mundiais estabeleceram a meta de chegar ao ano 2000 garantindo a educação para todos. Mas o número de analfabetos subiu de 115 milhões para mais de 800 milhões desde 1990. Há uma década, havia 75 milhões de crianças sem acesso à escola. Hoje são 120 milhões. Os líderes mundiais percebem que a educação é um poder e, de maneira consciente, não estão dispostos a dividir esse poder”, afirmou.

A posição de Satyarthi é apoiada por Jean-Marc Nollet, ministro da Infância da Bélgica, país industrializado cuja meta, depois da vitória sobre o analfabetismo, é reduzir de seis para três anos a idade em que todas as crianças devem estar na escola. Responsável pela educação fundamental da comunidade de lingua francesa de seu país, Nollet defende que o mundo desenvolvido deve responsabilizar-se pela questão da educação nas regiões mais atrasadas. Ele lembra que “as potências militares e industriais têm de fazer sua parte” e dá o exemplo da Bélgica que, em 2000, decidiu aumentar gradativamente, de 0,3% para 0,8% do Produto Interno Bruto, sua verba de cooperação internacional, “com a condição de que esses recursos sejam investidos em educação e saúde”.


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